Abaixo as capas de alguns livros do autor feitas pelo mesmo:

Projeto Filosófico

"Quem transforma o conhecimento transforma o mundo".

 

A lógica aristoteliana sistematiza o conhecimento, a informação, de modo que não cria algo novo, mas dá novos significados ao organizar ideias anteriores e existentes de um novo modo. A ideia é que, quando não for possível criar algo novo, ao menos conceba uma visão de um ponto de vista original do existente.

 

    Existe um método pseudocriativo em voga, principalmente em Hollywood, que é uma trapaça intelectual, por crer que um plágio determina-se pelo percentual de ideias iguais a outros filmes e livros. Parte do princípio que, de fato, nada é 100% original. Todavia, isso torna-se justificativa para que suas histórias peguem um pedaço de tantas mais limitando-se a realizar uma colagem de retalhos costurados a la Doutor Frankenstein. O resultado normalmente é uma sucessão de maneirismos e clichês, tendo por única identidade o estilo apurado por um conceito visual e sonoro a fim de replicar fórmulas exitosas anteriores. Mas a criatividade nunca será uma ciência exata, tem nuances e variáveis demais para serem captadas mecanicamente, a não ser pelo ímpeto da busca pelo original, assim como da ciência pela verdade. A verdadeira fonte da originalidade, consiste não necessariamente no singularmente inédito, mas de converter o existente transformando as ideias anteriores. Mas tais histórias hollywoodianas mesmo programas de computador poderia escrever melhor caso programados.

 

    Mas não se trata disso - a criação, ainda que não haja fórmulas - o fator criativo segue uma lógica construída sob preceitos que, derivados da arte, envolvem afetividade, estética e sensações. Sem a razão, conforme diz Platão, não se pode compreender o mundo das ideias. Mas, da comunhão dos sentimentos com a razão, poderíamos ampliar a consciência numa compreensão de coisas que não tem medidas humanas e universais? Enquanto o amor da alma platônica anseia tocar novamente o mundo das ideias do qual é oriundo, não seria enganoso afirmar o que mesmo a Bíblia concorda, de que somente o amor sabe o que é verdade. O Verdadeiro amor é invulgar, se guarda exclusivamente para quem ama.  Não falamos do desejo e emoção, mas do sentimento que nortearia dessa maneira uma compreensão não somente cognitiva, mas da busca pelo singular. A razão compreende medidas e para todas as medidas há parâmetros, mas não para a compreensão do infinito que é singular em sua extensão. Tais conceitos, amplamente discutidos nos originais ‘Neuroversus’ e em mais livros partem do princípio que tal compreensão nortearia a consciência humana a um 'sentido perdido'. Seria a ideia de que, acima da razão, um sentido tornaria possível se compreender a singularidade do infinito. A partir disto surgiria a capacidade criadora verdadeiramente de ideias, capaz de transformar as ideias em sua base, sem medidas, através da alquimia das ideias. Enquanto a razão é o juízo comum do universo, o sentido perdido seria a habilidade construtora de realidades pela ‘alquimia de ideias’. Tal conceito é o sentido mais progressivo da síntese do ‘filoversismo’ que tem por intenção elevar a capacidade criativa dando um equilíbrio sintético de arte com ciência tendo íntima relação com o ethos e o mundo ideal de Platão. Partir de um princípio existente não tira o mérito da originalidade de suas consequentes observações e conclusões, nem justifica saqueá-las.

 

    O argumento é conciliar a razão platônica do mundo das ideias com o sentir de Aristóteles, como resultado da junção de uma tese e antítese, pois o infinito (sentido) e não plenamente compreendido pela razão, encontra-se nas fronteiras do horizonte de realidade, o qual somente se pode idealizar como junção da realidade e o mundo essencial das ideias. Uma habilidade de criar que mescla a dedução lógica de especular. Assim, propostas de livros como Ars Ad Speculum partem do princípio que, sendo assim, as especulações são disciplinadas tal como a filosofia.

 

    A verdadeira genialidade consiste em ter a visão do que nenhum outro viu no ‘a vista de todos’ e a idiotice de ver apenas seu desejo, quando está apenas dentro de si mesmo. Mas para isso é preciso tirar não as lentes da razão “de Kant”, mas do desejo e da vontade destituída do respeito. Os que enxergam apenas o próprio desejo, não a verdade, nunca serão capazes de ter a visão da genialidade, nem o óbvio verão. Genialidade prima pelo original, além da imitação. Precisa-se revolucionar o conceito de revolução. O homem não deve ser a medida do que vê, pois transformar o conhecimento e as ideias somente é possível pela crítica, inclusive pela autocrítica.

 

Trecho do livro “'Confissões de uma Mente Autista” de Gerson Avillez.

 

Filoversismo

O Filoversismo foi concebida originalmente em 2004 - mesmo que parta de conceitos anteriores - sob o nome original de Singularismo. É uma corrente e sistema filosófico e metafísico criado por Gerson Machado de Avillez. O Filoversismo se divide no estudo metaverso de três vertentes: o tempo (futuro e paralelo), dimensionais e mental; estes, essencialmente são singulares. A Etimologia da palavra Filoversia vem do grego “filos”, que significa amor e, somado a “verso”, que significa face ou lado com “sofia”, que significa conhecimento e ciência. Iniciada no livro de não ficção, ‘Ecce Libro’ e seguido pela coleção de livros de ficção científica originalmente chamada ‘Corpus Ad Ventus’ (do latim, ‘sistema de ventos’), não somente revisita alguns dos principais aspectos filosóficos como da metafísica, mas desenvolve teorias próprias que tocam a ciência de modo particular. Por exemplo, a teoria da Matéria espelhada, do Tempo ondular ressoante e mesmo da âncora do Tempo.

 

Uma Carta para Deus

“Ao sentir o mister da sete artes humanas, de sua ciência tão formidável, sua tecnologia, sua ética, peço a Deus, no Juízo Final, que as julgue igualmente como obras de suas mãos, pois elas vieram de bons sentimentos e promoveram bons resultados, pois seu Filho não conheceu a todas elas.

 

Desejo que Deus veja acima de todas atrocidades, matanças, covardias, furtos, hipocrisias, guerras, violência, traições, todas as coisas bonitas que a humanidade fez ao longo de sua breve história em escala astronômica, ouça todos os gêneros musicais, olhe todas pinturas, fotos, desenhos, cinema, leia todos os livros e versos, reflita todas as filosofias, interprete suas ciências como um ato solitário, sem Deus, de procurar Sua verdade.

 

Que ele olhe para suas histórias, e as vezes que o homem olhou para os céus O procurando, sentindo-se só, órfão, que Deus sinta seu amor que moveram a cada criação, a seus atos heroicos que trouxeram fé ao povo, ao fraco e oprimido. Mas que Deus, sobretudo, sinta como o homem sentiu, pois Ele criou uma criatura criadora que como ele é criador.

 

Que seu juízo seja feito sobre a epopeia épica humana, uma sucessão não somente de cair, mas de levantar, não somente de pecar, mas se redimir, não de se tornar arrogante, mas humilde ao reconhecer sua condição falha e imperfeita; mas sobretudo compreender que, o ser humano flertou com a perfeição não somente pela humildade, mas pelas artes e ciências que criou.

 

Que Deus olhe toda caridade com suas demais criaturas, pois elas também são de Sua autoria assim como sua Fé que moveu o renovo de multidões por séculos. Que Deus sinta todos os paladares de sua culinária, ouça todas as línguas desde Babel, sinta todos os odores de perfumes que o homem criou, sorria com cada sorriso sincero e pueril, sinta suas dores como seu Filho sentiu, que torça pelos seus melhores esportes, que olhe na cartilha penal e constitucional de todas as nações e as julgue também por isso, que Deus, ao fim de seu julgamento, com seu veredito avalie todas as culturas, todos seus Ethos, todos seus progressos, toda diversidade que nos faz tão complexos e singulares e que diga, por fim, que somente queria declarar seu amor por sua mais completa criação, o ser humano."

Carta póstuma de John Octavios na Caixa de todos os povos, ‘Sombras dos Tempos’, de Gerson Machado de Avillez.